Por enquanto

31/03/2010

mudaram as estações
nada mudou
mas eu sei que alguma coisa aconteceu
tá tudo assim tão diferente

se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
que tudo era pra sempre
sem saber
que o pra sempre
sempre acaba

mas nada vai conseguir mudar
o que ficou
quando penso em alguém só penso em você
e aí, então, estamos bem

mesmo com tantos motivos
pra deixar tudo como está
nem desistir, nem tentar

agora tanto faz
estamos indo de volta pra casa


(renato russo)

Anúncios

Quizás, quizás, quizás

22/02/2010

Siempre que te pregunto
Que, cuándo, cómo y dónde
Tú siempre me respondes
Quizás, quizás, quizás

Y así pasan los días
Y yo, desesperando
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás

Estás perdiendo el tiempo
Pensando, pensando
Por lo que más tú quieras
¿Hasta cuándo? ¿Hasta cuándo?

Y así pasan los días
Y yo, desesperando
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás

Estás perdiendo el tiempo
Pensando, pensando
Por lo que más tú quieras
¿Hasta cuándo? ¿Hasta cuándo?

Y así pasan los días
Y yo, desesperando
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás

feeling like i need some time away from myself.

25/01/2010

feeling like i need some time away from myself
via

05/10/2009

Acabo de voltar pra casa com meu passaporte na mão, devidamente etiquetado pelo consulado espanhol: saiu meu visto.

Para celebrar o fato (eu ia dizer comemorar, mas não sei se é o caso), eu poderia entrar em vários méritos existenciais e filosóficos, mas em vez disso vou só postar aqui uma dica:

O Flickr da Embratur tá lindinho. Vão lá ver.

E é isso o que eu tenho a dizer sobre a continuação desta saga, de uma oportunidade de mais um ano pra olhar nosso país de fora, pra ver se descubro mais coisas que daqui de dentro eu não consigo enxergar.

Bom, até agora eu tenho achado este método bem efetivo.

Bem-vinda a São Paulo

25/09/2009

Quando vi esse post no ressuscitado blog do meu caro João Fellet, me surpreendi um pouco com o seu ponto de vista de recém-chegado à cidade. Depois de ver as fotos de São Paulo postadas por ele e classificadas com a tag feiúra, tive uma reação imediata ao que eu chamaria de “pessimismo visual” que encontrei ali. As tais fotos, apesar de coloridas, mostram uma São Paulo cinza demais.

Então eu resolvi responder aqui com algumas fotos coloridas, apesar de cinzas.

Paulista

Anhangabaú

Anhangabaú

Luz

Praça Panamericana

Ladeira Porto Geral

Me fez pensar.

Acho importante a visão do João. É um jeito de chamar a atenção para o descuido e abandono do espaço público, para essa displicência que nos envolve de um modo tão rotineiro a um ponto em que não só deixamos de perceber sua existência, como também chegamos a praticá-la impensadamente.

Mas eu (me chamem de romântica ou ingênua) gosto de pensar que um olhar mais otimista pode ajudar tanto quanto a “denúncia”. Acho que constatar e valorizar a beleza que existe em muitos lugares de São Paulo é um ótimo começo e um grande incentivo para querer melhorar a cidade e transformá-la num lugar mais bonito e prazeroso de se viver.

chegar, partir

19/09/2009

Voltei.
Vi que tudo tá meio igual e meio diferente, como sempre.
Confirmei mais uma vez que manjar algum neste mundo jamais substituirá a deliciosa comida da minha mãe.
Tive casa pela primeira vez depois de um ano e descansei de verdade em lençóis macios.
Tudo de acordo com as expectativas.

Encontrei trabalho em uma semana em São Paulo, e as pessoas: por que partir outra vez?
Mas você VAI EMBORA PARA SEMPRE?

De formulários já bastam os que eu tive que preencher no consulado espanhol para tirar outro visto.
Esse de perguntas existenciais eu vou deixar para completar depois, ok?

will you?

will you?

Convicções

23/08/2009

Você algum dia já chegou a sentir que não acreditava em nada?

Sabe lá, né. Deve ser culpa do frio e da chuva. Acho que essas tais “convicções” são como aquela cenourinha que se amarra ao focinho do jumento para que ele continue a caminhar, para que ele saiba aonde ir, para que não entre em crise existencial e empaque no meio da estrada.

bathtime in clerkenwell

06/07/2009

chocolissa na terra do chocolate

26/06/2009

um HOE de Zurich.

então acabou minha pós e estou fazendo um turisminho básico.
Nunca tinha vindo pra Suíça. Quer dizer, tinha passado umas 3 horas em Lugano, na fronteira com a Itália, mas acho que não conta.

Em Zurich eles falam Alemão. É, fazia tempo que eu não ia pra algum lugar onde não entendo NADA do que as pessoas falam. É interessante.
Tem um lago bonito no meio da cidade, e dizem por aí que é o lugar com maior qualidade de vida do mundo. E, putz, é CARO. MUITO CARO.

Exemplo: um café custa em média 4 francos, que dá mais ou menos R$ 7,20. UM CAFÉ.

O lago é limpo e com cisnes e as pessoas nadam nele felizes. Fiquei imaginando o que aconteceria se alguém mergulhasse assim no Tietê.

Aqui tudo é silencioso, pontual e comedido. Menos os preços, claro. As pessoas são simpáticas com você na rua e nos supermercados (viva em Barcelona por um ano e entenda o porquê de eu me espantar com isso).

E tem o chocolate suíço, que tem fama de ser estratosfericamente bom. Eu, como não sou muito chocólatra, ainda não comi. Só vou experimentar quando algum dos meus presenteados resolver repartir comigo. O que eu comi foram uns “macaroons” (famosos doces franceses) da confeitaria Sprüngli. Nunca tinha experimentado, e finalmente entendo o frenesi. É divinamente bom.

Tem um museu muito bom, com coisas incríveis de arte moderna, o Kunsthaus. Quadros do Chagall, Matisse, Picasso, Delaunay, Modigliani, Klee, Van Gogh, Monet, enfim, me diverti.

Mas depois de 5 dias já morro de saudade do fervor de Barcelona, e tenho cada vez mais certeza de que a Itália é o país mais bonito desse velho continente.

ai meu santo antônio

12/06/2009